Já cansei de ser
para os outros,
Agora vivo comigo
e mundos,
Na velocidade
extrapolando a linda;
não há arrepsia,
sou póstumo coevando,
Ensoberbecido da
graça em existir duas vezes!
A qualidade
vertiginosa conduz à insegurança, ao medo de se realmente conhecer-se. E não há
fronteira ao se estar nesta condição, é possível encontrar-se em tempos
passados, futuros até mesmo presente; como jamais vista dum ângulo – nela
inverte-se o “protagonis-diretor”, largando só, e pela primeira vez deixa-se de
impor os próprios aspectos.
Nestes
segundos à distância dos objetos, seres;... as cores e sua intensidade,
velocidade temporânea e dos que lhe rondam são moderados, mas por nenhum
“salvador” ou “revelador”, por nada, tudo sobrevem por causas imprevisíveis, o
acaso desprendido de cada um; foi encorajado a sair correndo sem o dono a
forçar limites!, como visita no passado joga-se ao futuro, revisita o presente.
Executa como a um raio e origina misturas das imagens, dos sons e das
sensações.
O descostume
chega ao molestar e, também, o desmaio! Daí se dá ao medo e à insegurança:
escapar-se atravessar a linha do tempo – não suporta naquilo que foi, naquilo
que é, naquilo que será. Como a um animal doméstico, escolhe continuar, também,
à subordinação por outrem.




