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https://youtu.be/NV6NIJH-chE

20160301

De Volta Para O Presente: Fracassado!




Já cansei de ser para os outros,

Agora vivo comigo e mundos,



Na velocidade extrapolando a linda;



não há arrepsia, sou póstumo coevando,



Ensoberbecido da graça em existir duas vezes!


A qualidade vertiginosa conduz à insegurança, ao medo de se realmente conhecer-se. E não há fronteira ao se estar nesta condição, é possível encontrar-se em tempos passados, futuros até mesmo presente; como jamais vista dum ângulo – nela inverte-se o “protagonis-diretor”, largando só, e pela primeira vez deixa-se de impor os próprios aspectos.

Nestes segundos à distância dos objetos, seres;... as cores e sua intensidade, velocidade temporânea e dos que lhe rondam são moderados, mas por nenhum “salvador” ou “revelador”, por nada, tudo sobrevem por causas imprevisíveis, o acaso desprendido de cada um; foi encorajado a sair correndo sem o dono a forçar limites!, como visita no passado joga-se ao futuro, revisita o presente. Executa como a um raio e origina misturas das imagens, dos sons e das sensações.

O descostume chega ao molestar e, também, o desmaio! Daí se dá ao medo e à insegurança: escapar-se atravessar a linha do tempo – não suporta naquilo que foi, naquilo que é, naquilo que será. Como a um animal doméstico, escolhe continuar, também, à subordinação por outrem.

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