Um amigo
preocupado como o outro, pergunta:
- Por onde andavas?
E assim responde...
- Por onde andavas?
E assim responde...
- Aqui nas
nuvens da ingratidão, sendo poluído pelas nevascas da solidão coletiva, nos
maremotos das deturpações realísticas, onde esta, ninguém enxerga, há o senso-comum
que a usa para depois transformá-la num "irmão-gêmeo" sem pernas nem
braços. Estou no orgulho do desnaturado pela própria fé, fiel a sua imagem e
seu ser, estou num lugar onde não existem pessoas, apenas arquétipos dos que
não gostariam de ser; estou num lugar onde o não querer é poder, estou num
lugar onde o querer ser é substituído pelo: serás como eu quero que sejas.
Estou num lugar chamado Terra, Mundo, onde "nem tudo que vemos, ouvimos, e
cremos é aquilo que podemos chamar de verdade" pois, foi costurada por
vários pedaços de histórias diferentes. Tornou-se num Frankstein, porém
desvalido do coração.
Os distúrbios seculares que pairam, agora
nos filhos do monstro, o qual apenas desejava uma companheira e lhe foi negado.
Acontece
o mesmo hoje com seus netos futurais, e todos adquiriram seu fenótipo encarnado no genótipo; todos são
estranhos até para si próprios. Aquele Frankstein morto e queimado foi vítima
da “incestuosidade” mental e teve tempo de transmitir, sem copular, seus
descendentes aqueles que foram tocados pelo seu desejo negado... hoje todo
mundo se sente assim: sem aquilo que anseia, e se corta e costura a alma.
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