Show

https://youtu.be/NV6NIJH-chE

20170802

Chaga




E sair das saias mal vestidos do goro, Cortar a viúva pelo tronco,
Beber o veneno do poço,
O veneno que me faz sentir todo.
A intrepidez te acolhe, pra esconder-te à indecisão, Numa digestão antropofágica, sumir-se à covarde,
Que age como determinada e pensa perdida,
Todavia é um passo à linda.


Dimitri Wittkopf, terça-feira quinze de dezembro.
15 de dezembro de 2009 09:28

20160523

A Part or A Parts


"If you hit a wrong note, it's the next note that you play that determines if it's good or bad"
Miles Davis.            



Dimitri W.
A Part or A Parts - 03/16 - Dimitri W.


20160521

Marola Carregada






O ritmo das marolas comandada pela bela Beira-Mar,
Me trazem à memória longos e lisos fios ruivos,
Tão lindas e findas, e me maltratam,
Agora que escrevo este poema, estão a bravejar,

Não peço, nem quero socorro, sei viver,
Quem pode me dizer o contrário,
Nem conhecem o querer,
Socorro! Socorro! Os ajudem a crer,

Marolas! E que marolas, o poder orixá,
Iemanjá, imperativa, me manda à toca,
Obedeço sem pestanejar, ora ela sabe dançar,
Peço à ela, me dê uma ruiva, ou uma morena,

Agora é Xangô, Silêncio! O “(in)sentido” ele notou,
Me puxou, nem falou! Encarou,
- Xangô: ”Não fale. Faça! Assim; as terás.

20160501

Artigo de Arnaldo Jabor Sobre Glauber Rocha!

EZTETYKA DA FOME [CINEMA NOVO] - USA UM PROBLEMA GRAVE COMO CATAPULTA PARA A REAÇÃO DA SOCIEDADE BRASILEIRA. USAR UMA FRAQUEZA PARA SE FORTALECER E UMA MANEIRA DE CHAMAR ATENÇÃO PARA O MOVIMENTO CRIADO! A FOME COMO MEIO DE REAGIR À ELA MESMO E A TODAS AS OUTRAS PROBLEMÁTICAS É A EZTETYKA DA FOME DO MOVIMENTO VANGUARDISTA CINEMATOGRÁFICO BRASILEIRO: O "CINEMA NOVO".

Esse artigo de Arnaldo Jabor no O GLOBO de 26/08/2014 descreve como foi o último momento de Glauber e sua personalidade como também um certo visionário da situação sócio-política brasileira onde pode ser visto em seu filme Terra em Transe. O artigo explica! Não percam leiam este artigo sobre um dos brasileiros mais importantes, sim ele é, que esta pátria já pariu. 

http://oglobo.globo.com/cultura/glauber-rocha-o-santo-guerreiro-13724986 
                        
 "Terra em transe", 1966, direção Glauber Rocha. O comício populista.

20160414

Sinédoque Recife – Florianópolis!*



Até neste minuto iludia-me com o pensamento de que sabia o que andava fazendo, pensando ou dizendo: que tola fui, em permitir cegar-me ações que desmentem o que de fato quero expressar vendada pela falsa segurança por uma promessa; promessa de quem já não sei mais se compensa. Pra quem acredita se no que criei ontem,  já não tem o mesmo valor – idéias perdidas. Convencida apenas de minha vaidade, desse poder que é finito, dos julgamentos dos outros me forçando a  fazer tudo a contragosto, o uso da  maledicência em minha boca que me agride somente a mim. Meu  querer e poder que quase nunca andam de mãos dadas - faço-me jurar por tudo que lhe é sagrado na dúvida que eu tenho e que não mais me amedronta, na posição que me coloco sem querer argumentar. Vazio do  ego que até hoje me amargava!
Segue-se o passo de vossos padres, não vos quereis que isto aconteça a vós? Não se sinta apequenada por isto, acontece! Nós nascemos num berço de uma sociedade tomada de defeitos – claro que sempre haveria – todavia nos é imposto esta infortunada desgraça, nos impõem a má-consciência por que se agir fora dos padrões por eles propostos estarás “jurada” pela falta de “moralismo”; nessas más-consciências acarreta-nos a podridão da nossa própria moral conosco mesmo. Por causa deles vós inibis diversas vontades e não as fazeis, pois não está dentro da “cartilha”. O desfecho é a vossa vontade principal a vossa vontade instintiva, que é esta a qual deve ser incentivada, se anula e termina por se anular completamente, aí entra o ressentimento. Passamos a nos sentir inferiores perante aos outros e assim geram-se diversas outras vontades ruins principalmente para convosco próprio a causam amargura, ódio, raiva, rancor. Sentimentos os quais devemos expurgar de nós, mas não por causa dos outros, por nós mesmos. Chega de compaixão, é ela que corrompe e não o poder.
  Já findou nada mais me compadece!!! Nem a mim mesmo dou-me esse direito; tentativas inúteis em busca de atenção,  onde o  que mais valia era a busca da minha própria atenção, hoje acredito dela não necessitar. O ser invisível me é mais prazeroso, estar e não ser percebida ou julgada por atitudes que não condiz com essa ou aquela pessoa. E no fim de tudo quem rir de todas essas baboseiras que acontecem no mundo é o ser invisível, o Eu e todos. Fugir da figura de vaso com belas flores em cima  do caríssimo móvel, não que não seja  um colírio aos olhos, mas perde-se o valor quando quebrado e as flores murcham. E assim se segui... sem trilhar os passos dos outros ou procurar uma muleta, para ter o  próprio caminho, sem culpar os caminhos tortuosos e o pai ausentei. Andar sozinha sem saber o que encontrar no fim da estrada talvez a mim mesma.

Meu texto e de Jackeline.

20160413

Eztetyka da Fome! Terceira e Última parte.



O amor que esta violência encerra é tão brutal quanto a própria violência, porque não é um amor de complacência ou de contemplação mas um amor de ação e transformação.
O Cinema Novo, por isto, não fez melodramas: as mulheres do Cinema Novo sempre foram seres em busca de uma saída possível para o amor, dada a impossibilidade de amar com fome: a mulher protótipo, a de Porto das Caixas, mata o marido, a Dandara de Ganga Zumba foge de guerra para um amor romântico;Sinhá Vitória sonha com novos tempos para os filhos, Rosa vai ao crime para salvar Manuel e amá-lo em outras circunstâncias; a moça do padre precisa romper a batina para ganhar um novo homem; a mulher de O Desafio rompe com o amante porque prefere ficar fiel ao seu mundo burguês; a mulher em São Paulo S.A. quer a segurança do amor pequeno-burguês e para isso tentará reduzir a vida do marido a um sistema medíocre.
Já passou o tempo em que o Cinema Novo precisava explicar-se para existir: o Cinema Novo necessita processar-se para que se explique à medida que nossa realidade seja mais discernível à luz de pensamentos que não estejam debilitados ou delirantes pela fome.
O Cinema Novo não pode desenvolver-se efetivamente enquanto permanecer marginal ao processo econômico e cultural do continente latino-americano; além do mais, porque o Cinema Novo é um fenômeno dos povos colonizados e não uma entidade privilegiada do Brasil: onde houver um cineasta disposto a filmar a verdade e a enfrentar os padrões hipócritas e policialescos da censura, aí haverá um germe vivo do Cinema Novo. Onde houver um cineasta disposto a enfrentar o comercialismo, a exploração, a pornografia, o tecnicismo, aí haverá um germe do Cinema Novo. Onde houver um cineasta, de qualquer idade ou de qualquer procedência, pronto a pôr seu cinema e sua profissão a serviço das causas importantes de seu tempo, aí haverá um germe do Cinema Novo. A definição é esta e por esta definição o Cinema Novo se marginaliza da indústria porque o compromisso do Cinema Industrial é com a mentira e com a exploração.
A integração econômica e industrial do Cinema Novo depende da América Latina. Para esta liberdade, o Cinema Novo empenha-se, em nome de si próprio, de seus mais próximos e dispersos integrantes, dos mais burros aos mais talentosos, dos mais fracos aos mais fortes. É uma questão de moral que se refletirá nos filmes, no tempo de filmar um homem ou uma casa, no detalhe que observar, na Filosofia: não é um filme mas um conjunto de filmes em evolução que dará, por fim, ao público, a consciência de sua própria existência.

Não temos por isto maiores pontos de contato com o cinema mundial. O Cinema Novo é um projeto que se realiza na política da fome, e sofre, por isto mesmo, todas as fraquezas conseqüentes da sua existência.

Escrito por Glauber Rocha!
http://www.tempoglauber.com.br

20160409

Guns na Cabeça!!! Não posso deixar de postar esse momento que, para mim, é sensacional!!!!!!

De hoje também: 09/04/2016

Guns N' Roses: show de hoje será transmitido?




A apresentação que o Guns N' Roses fará na noite de hoje, 8 de abril, no T-Mobile Arena em Las Vegas, possivelmente será transmitida ao vivo. A expectativa é que a banda suba ao palco às 11 PM PST (três da manhã da madrugada do dia 9 no Brasil).
Acompanhe esta página para links de transmissão.
http://www.ustream.tv/channel/rickdunsford?utm_campaign=ustr...
(link não funciona para todas regiões do Brasil - use adblock)

SETLIST FINAL:
01. It's So Easy
02. Mr. Brownstone
03. Chinese Democracy
04. Welcome to the Jungle
05. Double Talkin' Jive
06. Estranged
07. Live and Let Die (Paul McCartney & Wings cover)
08. Rocket Queen (Slash Solo com talkbox e band jam)
09. You Could Be Mine
10. New Rose (The Damned cover, Duff cantando)
11. This I Love
12. Coma
13. The Godfather Theme (Slash solo)
14. Sweet Child o' Mine
15. Better (Alt. Intro)
16. Civil War (Voodoo Child outro)
17. Wish You Were Here (Instrumental, Pink Floyd cover)
18. Layla Band Jam (Derek and the Dominos cover)
19. November Rain
20. Knockin' On Heaven's Door (Bob Dylan cover)
21. Nightrain

Encore

22. Patience
23. Paradise City


Mantenha a fonte ao citar o texto: Guns N' Roses: show de hoje será transmitido? http://whiplash.net/materias/news_792/241445-gunsnroses.html#ixzz45LbDKFZM
Follow us: @Whiplash_Net on Twitter | Whiplash.Net.Rocksite on Facebook


Set List Final: www.gunsnrosesbrasil.com

20160330

Eztetyka da Fome parte 2! Glauber Rocha!!!




Os próprios estágios do miserabilismo em nosso cinema são internamente evolutivos. Assim, como observa Gustavo Dahl, vai desde o fenomenológico (Porta das Caixas), ao social (Vidas Secas), ao político (Deus e o Diabo), ao poético (Ganga Zumba), ao demagógico (Cinco vezes Favela), ao experimental (Sol Sobre a Lama), ao documental (Garrincha, Alegria do Povo), à comédia (Os Mendigos), experiências em vários sentidos, frustradas umas, realizadas outras, mas todas compondo, no final de três anos, um quadro histórico que, não por acaso, vai caracterizar o período Jânio-Jango: o período das grandes crises de consciência e de rebeldia, de agitação e revolução que culminou no Golpe de Abril. E foi a partir de Abril que a tese do cinema digestivo ganhou peso no Brasil, ameaçando, sistematicamente, o Cinema Novo.
Nós compreendemos esta fome que o europeu e o brasileiro na maioria não entende. Para o europeu é um estranho surrealismo tropical. Para o brasileiro é uma vergonha nacional. Ele não come, mas tem vergonha de dizer isto; e, sobretudo, não sabe de onde vem esta fome. Sabemos nós – que fizemos estes filmes feios e tristes, estes filmes gritados e desesperados onde nem sempre a razão falou mais alto – que a fome não será curada pelos planejamentos de gabinete e que os remendos do tecnicolor não escondem mas agravam seus tumores. Assim, somente uma cultura da fome, minando suas próprias estruturas, pode superar-se qualitativamente: a mais nobre manifestação cultural da fome é a violência. A mendicância, tradição que se implantou com a redentora piedade colonialista, tem sido uma das causadoras de mistificação política e de ufanista mentira cultural: os relatórios oficiais da fome pedem dinheiro aos países colonialistas com o fito de construir escolas sem criar professores, de construir casas sem dar trabalho, de ensinar ofício sem ensinar o analfabeto. A diplomacia pede, os economistas pedem, a política pede: o Cinema Novo, no campo internacional, nada pediu: impôs-se a violência de suas imagens e sons em vinte e dois festivais internacionais.
Pelo Cinema Novo: o comportamento exato de um faminto é a violência, e a violência de um faminto não é primitivismo. Fabiano é primitivo? Antão é primitivo? Corisco é primitivo? A mulher de Porto das Caixas é primitiva?
Do Cinema Novo: uma estética da violência antes de ser primitiva e revolucionária, eis aí o ponto inicial para que o colonizador compreenda a existência do colonizado: somente conscientizando sua possibilidade única, a violência, o colonizador pode compreender, pelo horror, a força da cultura que ele explora. Enquanto não ergue as armas o colonizado é um escravo: foi preciso um primeiro policial morto para o francês perceber um argelino.
De uma moral: essa violência, contudo, não está incorporada ao ódio, como também não diríamos que está ligada ao velho humanismo colonizador.