Até neste minuto iludia-me com o pensamento
de que sabia o que andava fazendo, pensando ou dizendo: que tola fui, em
permitir cegar-me ações que desmentem o que de fato quero expressar vendada pela falsa segurança por uma promessa; promessa
de quem já não sei mais se compensa. Pra quem acredita se no que criei
ontem, já não tem o mesmo valor – idéias perdidas. Convencida apenas de
minha vaidade, desse poder que é finito, dos julgamentos dos outros me forçando
a fazer tudo a contragosto, o uso da maledicência em minha boca que
me agride somente a mim. Meu querer e poder que quase nunca andam de mãos
dadas - faço-me jurar por tudo que lhe é sagrado na dúvida que eu tenho e que
não mais me amedronta, na posição que me coloco sem querer argumentar. Vazio do
ego que até hoje me amargava!
Segue-se o passo de vossos padres, não vos
quereis que isto aconteça a vós? Não se sinta apequenada por isto, acontece! Nós
nascemos num berço de uma sociedade tomada de defeitos – claro que sempre
haveria – todavia nos é imposto esta infortunada desgraça, nos impõem a
má-consciência por que se agir fora dos padrões por eles propostos estarás
“jurada” pela falta de “moralismo”; nessas más-consciências acarreta-nos a
podridão da nossa própria moral conosco mesmo. Por causa deles vós inibis
diversas vontades e não as fazeis, pois não está dentro da “cartilha”. O
desfecho é a vossa vontade principal a vossa vontade instintiva, que é esta a
qual deve ser incentivada, se anula e termina por se anular completamente, aí
entra o ressentimento. Passamos a nos sentir inferiores perante aos outros e
assim geram-se diversas outras vontades ruins principalmente para convosco
próprio a causam amargura, ódio, raiva, rancor. Sentimentos os quais devemos
expurgar de nós, mas não por causa dos outros, por nós mesmos. Chega de
compaixão, é ela que corrompe e não o poder.
Já findou nada mais
me compadece!!! Nem a mim mesmo dou-me esse direito; tentativas inúteis em
busca de atenção, onde o que mais valia era a busca da minha própria
atenção, hoje acredito dela não necessitar. O ser invisível me é mais
prazeroso, estar e não ser percebida ou julgada por atitudes que não condiz com
essa ou aquela pessoa. E no fim de tudo quem rir de todas essas baboseiras que
acontecem no mundo é o ser invisível, o Eu e todos. Fugir da figura de vaso com
belas flores em cima do caríssimo móvel,
não que não seja um colírio aos olhos,
mas perde-se o valor quando quebrado e as flores murcham. E assim se segui... sem
trilhar os passos dos outros ou procurar uma muleta, para ter o próprio caminho, sem culpar os caminhos
tortuosos e o pai ausentei. Andar sozinha sem saber o que encontrar no fim da
estrada talvez a mim mesma.
Meu texto e de Jackeline.

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