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https://youtu.be/NV6NIJH-chE

20160521

Marola Carregada






O ritmo das marolas comandada pela bela Beira-Mar,
Me trazem à memória longos e lisos fios ruivos,
Tão lindas e findas, e me maltratam,
Agora que escrevo este poema, estão a bravejar,

Não peço, nem quero socorro, sei viver,
Quem pode me dizer o contrário,
Nem conhecem o querer,
Socorro! Socorro! Os ajudem a crer,

Marolas! E que marolas, o poder orixá,
Iemanjá, imperativa, me manda à toca,
Obedeço sem pestanejar, ora ela sabe dançar,
Peço à ela, me dê uma ruiva, ou uma morena,

Agora é Xangô, Silêncio! O “(in)sentido” ele notou,
Me puxou, nem falou! Encarou,
- Xangô: ”Não fale. Faça! Assim; as terás.

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