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https://youtu.be/NV6NIJH-chE

20160312

SEU ZÉ DÁ UM JEITO NESSE XIÉ!!

Homenagem à Naná Vasconcelos!



Respeito todas: as que veda, mais ou menos,
Quero trepá-la para chegar lá,
Tudo que me dá; são cascalhos,-
atrapalham-o por estratégico de minhas mãos,
Trepo, trepo, trepo, incansáveis vezes, o fim:
me ralo, abrem-se feridas,

E é só assim - passar! chegarei àquilo;
o qual cessa minha vontade por hora,
Sô Zé Pilintra viril e bravo - 
não desiste: constrói seu canto,

"Que se dane em volúpia, tentarei outrossim,
Cantarei, talvez realizarei, de mocossim",
Sô Zé Pilintra, tô descendo o morro p'ra í trabalhá,
Sô Zé Pilintra, e meus fazeres é conhecido:
Um boteco no meio da noite,
põe cerveja e aguardente,
pois um santo nao à toca sempre,

Minha caixinha de fósforo "dante",
escolhido a dedo e afinado ao ouvido.

Oi, iá, iá, iá, seu Zé Pilintra é camará,
Ce, ce, cece, o dono ao anoitece,
Rrá, rrá, rrá, é ele quem dita a farra,
Sem samba não tá, pede p'ra voltá,

Enfeitiçada! Zé Pilintra sabe explorá,
Dessa vez chego lá,
Com carinho e tensão,
Parte em parte subo, na cadência saravá,

Agora forço; é um delicado lugá,
Sô Zé Pilintra aquele pode furunfá,
Aqueles fragmentos, os quais outrora: hei incomodá,
Estilhacei com meu ponto orixá,

Facinha, facinha, suguei-a,
noutro lado cheguei,
o meu caminho atravessei,
e aquele obstáculo cantei,
Àquele muro - formava o beco,
Me atrapalhava meu caminho afresco,
Neste instante, 'quilo sumiu,
Posso, agora, transitá;
até meu trabalho e sambá.
Dimitri Wittkopf  sábado dois de janeiro de dois mil e dez.

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